A região de Apucarana, Arapongas e entorno registrou crescimento de 6,1% nas exportações entre janeiro e setembro deste ano. Doze municípios com atividades no comércio exterior somaram US$ 167,1 milhões, ante US$ 157,5 milhões no mesmo período de 2025. O desempenho regional supera a média estadual.
Arapongas concentra o maior volume. A cidade comercializou US$ 73,8 milhões no mercado internacional, alta de 16,8% frente ao ano anterior. Móveis representam mais de 70% das exportações, seguidos por carnes e miudezas (13,6%). Os principais parceiros são Uruguai (11,1%), Peru (8,7%), Paraguai (6,7%), Colômbia (6,4%) e Chile (6,3%).
São Pedro do Ivaí ocupa o segundo lugar com US$ 32,2 milhões exportados, crescimento de 6,5%. Leveduras e microrganismos respondem por 57,6% das vendas, e preparações para alimentação animal somam 40,6%. Os Estados Unidos absorvem quase 50% dos produtos, seguidos por Reino Unido (6,6%) e Peru (6,4%).
Apucarana fica em terceiro, com US$ 18,7 milhões, mas registra queda de 2,8% na comparação anual. Tecidos de algodão (21,1%), ácidos gordos industriais (17%) e adubos e fertilizantes (16,1%) compõem a pauta. O Paraguai é o principal destino, com 50,8% das compras, seguido pela Holanda (15,6%) e Itália (5,9%).
O que movimenta as vendas ao exterior
Segundo Paulo Cruz, economista e professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a estabilidade do dólar e a previsibilidade econômica permitem que as empresas ganhem produtividade e reduzam custos. “A previsibilidade econômica permite que as empresas ganhem produtividade, reduzam custos e tirem projetos de longo prazo da gaveta”, afirma.
O investimento em tecnologia também contribui. Segundo Cruz, essa dedicação tecnológica permite às indústrias aprimorarem a qualidade dos produtos e acessarem mercados globais mais exigentes.
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