A Prefeitura de Maringá está aberta a empresas interessadas em instalar e operar um sistema de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos em 12 pontos da cidade. O credenciamento, coordenado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, recebe propostas até as 9h do dia 16 de novembro de 2026, exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
É a segunda tentativa da Prefeitura: um edital anterior, lançado em fevereiro, tinha exigências maiores e resultou deserto. Este novo permite mais de uma operadora simultânea, desde que sejam respeitados os limites físicos dos espaços.
Tarifas e modalidades
O edital fixa preços máximos. Para bicicletas convencionais, até R$ 2 de ativação e R$ 0,50 por minuto de uso. Patinetes elétricos chegam a R$ 3 de ativação e R$ 0,75 por minuto. As empresas podem oferecer descontos, planos mensais e programas de fidelidade.
Está previsto um plano de assinatura popular com valor mensal acessível, dando ao usuário direito a uma ou duas horas diárias de uso gratuito, divididas conforme regras de cada operadora. Quem oferecer ativação e uso gratuitos de pelo menos um dos modais fica dispensado de pagar pela ocupação do espaço público.
Estrutura e equipamentos
Cada estação deve ter no mínimo dez vagas para bicicletas e dez para patinetes. Os locais serão escolhidos considerando proximidade de ciclovias, ciclofaixas, pontos de ônibus, terminais de transporte, escolas, centros comerciais, parques e praças.
O projeto prevê bicicletas convencionais, modelos infantis (para crianças de 3 a 12 anos) e bicicletas tandem com capacidade para dois ciclistas e carga mínima de 230 quilos. Patinetes elétricos precisam ter freios dianteiro e traseiro, iluminação, campainha, indicador de velocidade e GPS.
As estações devem respeitar regras de acessibilidade e não podem bloquear rampas, faixas de pedestres, pontos de ônibus ou acessos de emergência. Deverão ter painéis informativos em português, inglês e espanhol, com compatibilidade para leitores de tela, ajustes de contraste e ampliação de fontes.
Responsabilidades da operadora
As empresas cobrem todos os custos de instalação, operação, conservação e manutenção, sem transferência de recursos da Prefeitura. Cada uma precisa manter um centro de operações em Maringá responsável pela manutenção e logística, além de atendimento ao usuário durante o funcionamento.
A Prefeitura pode solicitar mudanças de localização ou retirada de estações, com prazo de até 30 dias para execução. As operadoras devem enviar relatórios mensais com dados de manutenção e reclamações de clientes.
O credenciamento fica aberto por 12 meses, com possibilidade de prorrogação. Novas empresas poderão ser habilitadas durante esse período. Em caso de disputa pelo mesmo espaço, a Prefeitura usa critérios técnicos: proposta de localização, descontos ao usuário, acessibilidade, ações de segurança viária e integração com ciclovias e transporte público.
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