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Rua Sergipe tem 31 lojas vazias e busca nova vida no Centro de Londrina

A Rua Sergipe, no coração de Londrina, vive um contraste incômodo. Cercada por moradores, empresas e transporte coletivo, a via tem 31 lojas fechadas e não consegue manter o movimento constante que o local merecia. Um estudo da Urbanix Group, empresa que analisa dados de mercado e territorio, identificou o problema e aponta caminhos para revitalizar a região.

Quase doze mil pessoas vivem a 500 metros da Rua Sergipe, espalhadas em 4,7 mil casas. No entorno imediato da via, contabiliza-se 4.533 moradores e 1.910 empresas ativas. A população existe, mas os negócios não conseguem fixar raiz. A rotatividade histórica chega a 60,7%, bem acima da Avenida Ayrton Senna (38,3%), outra região comercial de Londrina.

Imóveis antigos travam novos negócios

Grande parte dos prédios da Rua Sergipe foi construída para outro tempo. Instalações elétricas e hidráulicas obsoletas, falta de acessibilidade e dificuldades para atender normas de incêndio aumentam o custo de reforma antes mesmo de qualquer loja abrir. Muitos edifícios têm comércio no térreo, mas os andares de cima funcionam pouco ou ficam vazios.

Conforme o estudo, a renda domiciliar média na Sergipe é de R$ 13.452, enquanto na Ayrton Senna atinge R$ 22.718. Essa diferença de poder de compra também influi na escolha de empresários. Guto Trindade, CEO da Urbanix, explica que o problema não é falta de mercado, mas potencial bloqueado. “A Sergipe não está sem mercado, ela está com parte do seu potencial bloqueado. Há população, comércio, transporte, história e infraestrutura.”

Moradores e novos usos para trazer movimento noturno

A solução passa por trazer mais gente para os andares superiores. Novas moradias, escritórios, serviços de saúde, educação ou hotelaria podem ocupar esses espaços sem desrespeitar o patrimônio histórico. Mais pessoas morando e trabalhando no Centro significa demanda por restaurantes, mercados, farmácias e serviços de rotina, inclusive à noite e nos fins de semana.

O acesso também importa. O estudo recomenda vagas de curta duração, estacionamentos privados em parceria com lojistas e melhor informação ao motorista sobre onde parar. Uma rota conectando o Terminal Central à Rua Sergipe e ao Calçadão poderia estimular quem chega de ônibus a permanecer na região. “A solução não é escolher entre carro ou transporte coletivo. É tornar previsível a chegada de quem vem de carro, ônibus, aplicativo, bicicleta ou a pé”, diz Trindade.

Prioridade para o trecho entre Professor João Cândido e Quintino Bocaiúva

O estudo identificou maior rotatividade de empresas no segmento entre as ruas Professor João Cândido e Quintino Bocaiúva. Ali foram registradas 24 empresas ativas e 86 baixas históricas, uma proporção de 78,2%. A sugestão é fazer levantamento porta a porta para saber quais imóveis estão realmente vazios e quanto tempo permanecem fechados.

Trindade aponta que o município já investiu em calçadas, iluminação e tecnologia. Agora falta uma política econômica e imobiliária que recupere edifícios, ative andares superiores, atraia negócios e responsabilize imóveis abandonados.

Servico

  • O estudo completo da Urbanix Group está disponível publicamente
  • A Rua Sergipe fica no Centro de Londrina, próxima ao Terminal Central
  • Interessados em imóveis na região podem buscar informações junto à Prefeitura de Londrina

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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