Cerca de mil pessoas participaram na sexta-feira (9) de uma assembleia geral estudantil em Ponta Grossa convocada pelos Diretórios Centrais de Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campus Ponta Grossa e da Unicesumar. O encontro visava organizar ações de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais.
A mobilização reuniu estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e apoiadores. Durante o evento, aprovaram a Nota Pública dos Estudantes de Ponta Grossa, que defende o voto alinhado à soberania do país e afirma que a relação entre universidade e política é indissociável.
Ana Paula de Melo comparou o momento ao movimento estudantil de 2016. “Neste auditório, há dez anos atrás, decidimos pela greve estudantil e ocupação da Reitoria da UEPG. Estamos fazendo história de novo”, disse. Naquele ano, 843 escolas foram ocupadas no estado do Paraná.
A assembleia contou com participação da juventude LGBTQIAPN+ e da Frente Trans Fernanda Riquelme, que chamaram atenção para ataques sofridos pela população LGBT por parlamentares eleitos. Luca dos Santos Carmo falou sobre o uso político do termo “ideologia de gênero” para discriminar a comunidade.
Agenda de ações para as próximas duas semanas
A Frente Universitária, o Comitê Popular dos Campos Gerais, o PT Ponta Grossa e outras entidades planejam panfletagem nos terminais de transporte, nas fábricas, campanha de porta em porta e atividades culturais. As ações estão sendo divulgadas nas páginas dos DCEs e da Frente Ampla Democrática de Ponta Grossa.
Segundo a nota aprovada, o movimento estudantil compreende a educação pública como “o pilar central de um projeto de desenvolvimento nacional”. O documento afirma que universidades precisam ser espaços plurais e democráticos, com infraestrutura adequada, permanência estudantil e investimento robusto em pesquisa.
A mobilização em Ponta Grossa se soma a ações similares realizadas na semana em outras cidades paranaenses: Curitiba, Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Irati, Guarapuava e Foz do Iguaçu também tiveram assembleias estudantis.
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