A comédia “Quem casa, quer casa”, escrita por Martins Pena em 1845, ganha nova montagem em Francisco Beltrão. A estreia acontece no dia 16 de outubro, às 19h, no Teatro Eunice Sartori, no Espaço da Arte, com entrada gratuita.
A peça também será apresentada no dia 27 de outubro, no mesmo local e horário, integrando a programação da Mostra de Teatro da cidade. A montagem reúne alunos da Oficina de Teatro do Departamento de Cultura, iniciada em março deste ano.
Dirigida por Nei Machado, que completa 46 anos de carreira teatral, a produção traz uma história sobre conflitos familiares. No enredo, Dona Fabiana e Nicolau veem seus filhos Olaia e Sabino se casarem e se mudarem para a casa dos pais junto com seus cônjuges. A falta de espaço e as diferenças entre os moradores geram uma sequência de discussões, ciúmes e momentos cômicos. “É uma confusão generalizada. Até que, no final, chegam os pais dos dois filhos, que são irmãos, e tentam dar uma casa para cada pessoa para harmonizar a família”, descreve Machado, que fez adaptações para os dias atuais.
Equipe e elenco
O elenco é formado por Anne Sonaglio, Carlos Samuel, Cleci Bueno, Cris Martins, Guilherme Schreiber, Henrique Valmont, Joabe Garcia, João Antonio Franz, Josef Peranovich, Lua Souza, Luz Schmitz, Naya Wenceloski, Nil Pirueta e Thatah Cavalli, além de outros integrantes da oficina.
Maricélia Muniz faz a assistência de direção. A cenografia é de responsabilidade de Cris Martins, Maricélia Muniz e Nei Machado, enquanto Igor Alejandro compõe a trilha sonora. Silvio Rodrigues cuida da sonoplastia e iluminação, e Guilherme Schreiber e João Franz fazem o design gráfico. Os figurinos foram desenvolvidos pelo próprio elenco.
Sobre a peça clássica
Escrita há quase 180 anos, “Quem casa, quer casa” é uma comédia de costumes que retrata situações familiares universais. A obra acompanha os desafios da convivência quando novos membros chegam à casa, mostrando como espaço reduzido e personalidades diferentes podem gerar humor e tensão.
A montagem representa também um fechamento para o trabalho desenvolvido na Oficina de Teatro ao longo de 2026, oferecendo aos participantes a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprenderam desde março.
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