A Secretaria Municipal de Política para as Mulheres disponibiliza 15 vagas para um grupo de apoio psicológico voltado a mulheres na menopausa. Os encontros são gratuitos e abertos a moradoras de Londrina e distritos com 18 anos ou mais.
As sessões acontecem quinzenalmente, nesta quinta-feira (8) e no dia 22 de outubro, das 14h às 16h, na sede do Centro de Oficinas para Mulheres (COM), localizado na Rua Valparaíso, 189, bairro Guanabara. O programa prossegue até novembro e retorna no próximo ano. Para se inscrever, basta enviar mensagem ao WhatsApp (43) 99945-0056.
O projeto é uma parceria entre o COM e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), campus Londrina, com condução de alunas do curso de Psicologia. Começou em maio, durante o Mês das Mães, e agora ganha novas participantes no Outubro Rosa.
O que é o grupo de apoio
O espaço funciona como roda de conversa onde mulheres compartilham experiências, dúvidas e estratégias para lidar com as mudanças físicas e emocionais da menopausa. Segundo a psicóloga do COM, Lisnéia Rampazzo, a proposta é validar o que cada participante sente e criar uma rede de apoio mútuo. “A psicologia entra aqui não para dizer que ‘é coisa da sua cabeça’, mas justamente para acolher e validar o que essa mulher está sentindo”, explicou.
Os benefícios relatados incluem melhora do sono, redução de ansiedade e sintomas depressivos, fortalecimento da autoestima e resgate da sexualidade e identidade. Jéssica Pedrosa Mandelli, psicóloga e professora da PUCPR especializada em Psicologia, destaca que o grupo possibilita “a partilha de vivências e a construção coletiva de sentidos sobre esse processo, favorecendo a construção de redes de apoio, o fortalecimento de vínculos, a sensação de pertencimento e a validação de sentimentos”.
Menopausa como fase de transição
A menopausa marca uma transformação no corpo e na vida emocional da mulher. Mudanças hormonais podem gerar ondas de calor, alterações no sono, irritabilidade e ansiedade. Apoio psicológico nessa etapa ajuda a mulher a ressignificar a experiência, entendendo-a não como encerramento, mas como um novo começo. Compartilhar desafios comuns reduz o isolamento e fortalece a autoconfiança para lidar com essa transição.
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