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Arapongas recebe embaixador de Moçambique para explorar parcerias comerciais

Arapongas recebeu na quarta-feira (30) o embaixador da República de Moçambique no Brasil, Alexandre Manjate, e sua comitiva em um encontro empresarial que discutiu possibilidades de parcerias comerciais entre o país africano e a indústria local de móveis.

O evento aconteceu na sede do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (SIMA), com participação do prefeito Rafael Cita, da secretária municipal de Desenvolvimento, Inovação, Trabalho e Renda, Claudia Lens, e representantes de empresas locais.

Acompanhavam o embaixador o consultor transacional da Sociedade de Desenvolvimento Industrial de Moçambique, Nuno Ibra Hassane Ramane, e o empresário brasileiro Lucas Vizentin, que trabalha na aproximação entre companhias do Brasil e oportunidades de investimento em Moçambique.

Base industrial forte

O presidente do SIMA, Irineu Borrasca, destacou o potencial de Arapongas como centro de negócios. O sindicato tem 328 empresas araponguenses filiadas e mais 1.112 no entorno, atuando em 42 cidades. Ele ressaltou que existe demanda constante por novas parcerias que extrapolem o segmento de móveis.

Rafael Cita apontou similaridades históricas entre Brasil e Moçambique, citando a herança portuguesa compartilhada. O prefeito caracterizou o país africano como jovem e em expansão, com localização geográfica estratégica que pode funcionar como ponto central nas rotas globais de exportação.

Oportunidades mútuas

Manjate, que completa seis meses no cargo de embaixador, reforçou que uma de suas prioridades é atrair empresas para Moçambique. Ele apontou a proximidade geográfica do país com polos comerciais mundiais como vantagem competitiva e descreveu possíveis acordos Brasil-Moçambique como uma “relação simbiótica para ambas as partes”.

Ramane mencionou que Moçambique e sua região têm um produto interno bruto combinado de 1 trilhão de dólares anuais. Ele convidou empresas brasileiras a explorar um mercado que compra de outros fornecedores e não delas: “Vendam para nós”.

Vizentin encerrou as apresentações comparando Moçambique a um Brasil de cem anos atrás, com um mercado de grande dimensão ainda em desenvolvimento.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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