Palmas se tornou a primeira cidade da Região Norte a oferecer sensores de monitoramento contínuo de glicose pelo SUS. A Secretaria Municipal da Saúde entregou os primeiros aparelhos no dia 25 de setembro, em cerimônia no auditório do Centro Ewaldo Borges, para crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1.
O dispositivo permite acompanhar os níveis de glicose sem necessidade de furar o dedo, ampliando a autonomia e a segurança dos pacientes no dia a dia. A iniciativa atende à Lei Municipal nº 3.429 e nasceu da mobilização de famílias que pressionaram pela disponibilização da tecnologia na rede pública de saúde.
Entre os beneficiados está Gustavo Medeiros, 9 anos. Sua mãe, Luanna Medeiros, 35, foi uma das lideranças da campanha por acesso ao sensor. Gustavo recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 aos 5 anos e a família precisou reorganizar a rotina para controlar alimentação, aplicação de insulina e oscilações de glicemia. Luanna relata que, na noite anterior à entrega dos sensores, o monitoramento identificou alterações nos níveis do filho durante a madrugada, exigindo intervenção imediata.
“Com o sensor, conseguimos acompanhar essas alterações com mais facilidade”, explica Luanna, que antes dependia do monitoramento por picada no dedo, nem sempre viável para garantir autonomia ao filho.
O que muda com a tecnologia
Os sensores de monitoramento contínuo de glicose rastreiam os níveis de açúcar no sangue ao longo do dia e da noite, enviando dados para um leitor portátil ou aplicativo no celular. Diferente do teste tradicional, que requer puncionar o dedo várias vezes ao dia, o sensor oferece leituras frequentes e automáticas, permitindo que crianças e adolescentes participem de atividades cotidianas com menos interrupções e maior previsibilidade.
A tecnologia também ajuda responsáveis a identificar padrões de variação da glicose relacionados à alimentação, exercício e estresse, facilitando o manejo da doença. Para crianças diagnosticadas cedo, como Gustavo, anos de monitoramento adequado podem prevenir complicações a longo prazo.
A secretária municipal da Saúde, Ana Paula Abadia, ressaltou a importância de avaliar futuramente a ampliação do acesso à tecnologia para outros grupos prioritários. A secretária de Desenvolvimento Social, Polyanna Siqueira Campos, pediu à pasta da Saúde que garanta a continuidade do fornecimento.
Informação da Prefeitura de Palmas
Mais de Palmas
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






