Setenta e um alunos da Escola Municipal Octávio Periotto receberam óculos nesta sexta-feira, 25, após passarem por avaliações oftalmológicas. O programa ‘Olhando para o Futuro’, desenvolvido pelas secretarias de Saúde e Educação de Maringá, identifica alterações na visão dos estudantes e fornece a correção visual gratuitamente às famílias.
Lucas, 7 anos, e Gabriel, 10, filhos de Gisele Silva, estavam entre os contemplados. Segundo a mãe, os dois começaram a reclamar de dor nos olhos nos últimos meses, especialmente ao assistir televisão. A família já se organizava para procurar um oftalmologista quando recebeu o atendimento na escola. “A gente já estava percebendo que eles estavam com alguma dificuldade e pensando em procurar um oftalmologista. Quando fizeram o exame na escola e veio o diagnóstico, foi uma surpresa, mas também uma tranquilidade, porque conseguimos entender o que estava ocorrendo e já resolver a questão dos óculos”, relata.
Gabrielli, 9 anos, filha de Thyara Alves, também foi diagnosticada com necessidade de correção visual na avaliação. “Eu realmente não esperava que ela precisasse de óculos. Foi uma surpresa para mim, porque não tinha percebido uma dificuldade tão clara no dia a dia. E ter o exame feito na própria escola facilitou muito, porque a gente não precisou se organizar para levar a criança a outro lugar, esperar por uma consulta e depois correr atrás dos óculos”, conta Thyara.
Como funciona o programa
O ‘Olhando para o Futuro’ é inédito em Maringá. Realiza triagem e avaliação oftalmológica de todos os estudantes da rede municipal de educação. Quando há indicação de correção visual, os alunos recebem os óculos sem custo. As avaliações também podem identificar outras alterações que precisam de acompanhamento especializado pela rede de saúde pública.
As entregas de óculos ocorrem conforme a conclusão das avaliações e a confecção de cada par. A secretária de Educação, Adriana Palmieri, orienta os responsáveis a acompanharem a comunicação das escolas e retirarem os óculos assim que ficarem prontos, para que o aluno comece o acompanhamento visual.
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, explica que detectar problemas visuais cedo permite que a criança receba a correção necessária e tenha melhor conforto na rotina escolar, evitando dificuldades que podem passar despercebidas no dia a dia.
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