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Umuarama realiza caminhada sobre doação de órgãos neste sábado

Umuarama recebe neste sábado (26 de setembro) a 3ª Caminhada Alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. O evento começa às 8h na Praça Miguel Rossafa, com trajeto pela Avenida Paraná até a Praça Santos Dumont.

A caminhada é organizada pelo curso de Psicologia da Universidade Paranaense (Unipar), campus Umuarama, em parceria com o curso de Medicina da instituição, equipes hospitalares de doação para transplante e a Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Maringá. O objetivo é ampliar o acesso à informação sobre doação de órgãos e tecidos na comunidade.

Para a professora de Psicologia Eliane Calhiari, o evento leva informação e reflexão às ruas e destaca a importância de conversar com a família sobre o desejo de ser doador. No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização dos familiares, por isso essa conversa prévia é essencial para que os parentes conheçam a vontade do potencial doador.

Ao ocupar a Avenida Paraná, a caminhada aproxima o tema de pessoas que talvez nunca tenham pensado em falar sobre o assunto com pais, filhos, irmãos ou companheiros. O evento também abre espaço para dúvidas e incentiva a população a buscar informações confiáveis.

Participação aberta

Não é preciso fazer parte da universidade ou de alguma instituição de saúde para participar. O convite é para qualquer morador caminhar, conhecer a causa e depois levar a conversa sobre doação de órgãos e tecidos para casa.

A terceira edição reúne as Equipes Hospitalares de Doação para Transplante do Hospital Uopeccan, do Instituto Nossa Senhora Aparecida, do Hospital Cemil e do Hospital e Maternidade Norospar, além da OPO de Maringá. A presença dos serviços de saúde reforça a ligação entre a conscientização comunitária e o trabalho das equipes envolvidas no processo de doação.

Por que conversar sobre doação

A decisão de ser doador precisa ser conhecida pela família porque, em caso de morte, os familiares serão procurados pelas equipes de saúde para autorizar o procedimento. Essa é geralmente uma conversa difícil, marcada por dor e decisões urgentes. Quando a vontade do potencial doador já é conhecida, os parentes conseguem considerá-la naquele momento.

A caminhada integra estudantes, professores e profissionais de saúde em uma atividade fora das salas de aula e dos hospitais, reforçando o trabalho de extensão da Unipar que aproxima a formação acadêmica das necessidades da comunidade.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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