Pato Branco tem 13.800 pessoas com 60 anos ou mais, cerca de 15% dos seus 91.836 habitantes conforme o Censo 2022. O número tende a crescer: a estimativa é que em 2036 os idosos representem 22% da população da cidade. Para preparar a infraestrutura urbana, o Comitê Gestor da Pessoa Idosa promoveu uma reunião técnica com representantes de entidades públicas e privadas, entre elas o Senac.
O encontro, realizado no Centro Regional de Eventos, debateu problemas concretos que afetam a locomoção de idosos: calçadas irregulares, travessias para pedestres, mobiliário urbano, iluminação pública, espaços coletivos, edificações e acessibilidade. O objetivo foi alinhar propostas para o seminário “Olhares que Projetam uma Pato Branco Amiga da Pessoa Idosa”, marcado para novembro.
O seminário quer colocar em diálogo a indústria da construção civil e as políticas públicas da cidade. Segundo Márcia Rocha, coordenadora do Comitê Municipal do Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, a ação é voltada à sensibilização de arquitetos, engenheiros, profissionais de projeto, gestores públicos e instituições de ensino sobre a responsabilidade de construir cidades acessíveis e inclusivas para idosos.
Por que importa
O Brasil envelhece e as cidades precisam acompanhar essa mudança. Ruas com buracos, falta de iluminação, mobiliário inadequado e ausência de rampas não são só inconvenientes: para idosos, viram barreiras que limitam a liberdade de sair de casa. Um espaço pensado para pedestres de todas as idades beneficia também pessoas com mobilidade reduzida, grávidas e pais com carrinho.
Pato Branco reconhece essa necessidade ao integrar o Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa e ao oferecer, em parceria com o Senac, um curso de qualificação profissional de técnico de cuidadores da pessoa idosa. A formação de profissionais e a reformulação dos espaços andam juntas: não basta ter cuidadores se a cidade não permite que o idoso saia com segurança.
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