Curitiba vai receber US$ 400 mil em dois anos para desenvolver uma plataforma digital que conecte migrantes e refugiados a vagas formais na área do turismo sustentável. A cidade é uma das dez selecionadas mundialmente pelo Global Cities Fund for Migrants and Refugees (GCF), fundo internacional que financia projetos de geração de renda, resiliência climática e esporte voltados a pessoas vindas de outros municípios e países.
O anúncio foi feito no domingo (20 de setembro) em Nova York, durante a Cúpula de Prefeitos do Urban 20, fórum que reúne autoridades de grandes centros urbanos e chefes de estado do G20. Além de Curitiba, foram escolhidas São Paulo, Dadaab (Quênia), Londres (Reino Unido), Lviv (Ucrânia), Maipú (Chile), Montego Bay (Jamaica), Montevidéu (Uruguai), Nouakchott (Mauritânia) e Toronto (Canadá). No total, o fundo vai distribuir US$ 3,5 milhões entre essas cidades, que receberão também apoio técnico durante a implementação.
A gestão do projeto em Curitiba ficará a cargo do Departamento da Criança, Adolescente e Migrantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano, com apoio da Assessoria de Relações Internacionais. Segundo a Prefeitura, a capital paranaense é a terceira cidade brasileira com maior número de migrantes e refugiados: mais de 40 mil pessoas vivem nessa situação, e mais de 3 mil não têm nenhuma renda formal.
Migrantes e refugiados em cidades enfrentam barreiras para trabalhar formalmente. A discriminação, a falta de acesso a oportunidades de emprego e ao sistema financeiro os forçam a buscar renda em trabalhos informais e esporádicos, sem vínculo empregatício. O setor de turismo sustentável em expansão em Curitiba oferece um campo promissor para essas pessoas construírem carreira.
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