A passarela que leva ao mirante da Garganta do Diabo, no Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu, foi interditada na tarde de 11 de setembro como medida de segurança. No momento do fechamento, às 13h, as Cataratas registravam vazão superior a 8,4 milhões de litros de água por segundo, com previsão de ultrapassar 9 milhões até o final do dia.
O volume representa aproximadamente 5,6 vezes a média histórica das Cataratas, que é de 1,5 milhão de litros por segundo. A estrutura avança sobre o rio e conduz os visitantes a um dos pontos mais próximos das quedas, razão pela qual o acesso é suspenso quando a força da água ultrapassa limites considerados seguros. A decisão foi tomada pela Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela gestão turística, e pelo ICMBio, que administra a unidade de conservação.
Outras áreas fechadas
Além da passarela da Garganta do Diabo, os trajetos das Bananeiras e do Poço Preto também foram fechados temporariamente. Esses caminhos chegam às margens do rio e podem apresentar pontos de alagamento com elevações acentuadas do nível da água.
Apesar das interdições, o Parque Nacional do Iguaçu manteve a visitação. A Trilha das Cataratas e seus outros mirantes permaneceram abertos, permitindo que os turistas contemplassem as quedas de diferentes pontos do percurso. O atendimento ao público funcionou normalmente até as 16h.
Quando reabre
A reabertura da passarela dependerá da redução da vazão para níveis seguros, sem previsão de nova alta. Antes de liberar o acesso, a estrutura será avaliada pelas equipes responsáveis. Não foi estabelecido prazo para a retomada. Em julho, a passarela precisou ser fechada após a vazão ultrapassar 8,5 milhões de litros por segundo, sendo reaberta no dia seguinte após redução do volume e vistoria técnica. No início de setembro, as Cataratas chegaram a registrar 8,3 milhões de litros por segundo, mas permaneceram abertas ao público.
Por que o rio sobe
O aumento expressivo da vazão é consequência das chuvas acumuladas na extensa bacia do Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná de leste a oeste. Precipitações registradas em diferentes regiões demoram tempo para alcançar as Cataratas, podendo manter a vazão elevada mesmo após a diminuição das chuvas em Foz do Iguaçu. A concessionária cita uma possível influência do El Niño sobre o aumento das precipitações do mês, ainda que a causa direta seja o volume de chuva acumulado na bacia.
O Parque Nacional do Iguaçu é administrado pelo ICMBio e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural.
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