Uma chuva registrada entre a quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10) de setembro elevou o nível do Córrego Progresso em Francisco Beltrão. O Rio Marrecas, porém, permaneceu em nível baixo, o que facilitou a drenagem das águas do córrego e do Rio Lonqueador.
Segundo dados da Defesa Civil, a região do Aeroporto recebeu 29,6 milímetros de chuva no dia 9, enquanto o Seminário foi atingido por 70,5 milímetros. No dia 10, até o momento da coleta de informações, o Aeroporto havia acumulado 43,8 milímetros e o Seminário, 35 milímetros.
O aumento do nível do córrego ocorreu porque suas margens estavam repletas de resíduos, especialmente plástico e entulho de obra. Esse material obstruiu o fluxo de água e contribuiu para a elevação observada durante a madrugada.
Monitoramento contínuo
As câmeras instaladas no túnel de contenção de cheias permitiram acompanhar o comportamento do Rio Marrecas. A régua de medição mostrava a mancha que indica o nível normal do rio bem visível, confirmando que o curso d’água segue abaixo dos patamares de alerta.
A Defesa Civil continua acompanhando as variações dos rios e o comportamento meteorológico do município para identificar possíveis riscos.
O que é um córrego e quando preocupa
Um córrego é um curso de água menor que um rio, formado naturalmente no terreno. Em períodos de chuva intensa, o nível sobe rapidamente porque a água não tem espaço suficiente para escoar. Quando há obstáculos nas margens, como lixo ou entulho, esse escoamento fica mais difícil e o nível sobe mais do que o esperado, aumentando o risco de transbordamento.
A elevação do Córrego Progresso, mesmo que momentânea, é um sinal de que o curso de água não conseguiu drenar toda a água da chuva no tempo esperado. Esse tipo de situação costuma desaparecer quando o rio principal (neste caso, o Marrecas) segue em nível baixo, pois a água encontra espaço para sair mais rapidamente.
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