Curitiba renovoará sua participação no Hub de Cidades do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), rede internacional que reúne 25 cidades de 12 países para trocar experiências e desenvolver respostas comuns em sustentabilidade, resiliência climática e inovação pública.
O novo ciclo de trabalho começou em agosto, durante o evento Habitat-Latam em Guadalajara, no México. Naquela ocasião, o Hub e a Universidade de Guadalajara assinaram um acordo para criar soluções urbanas que possam ser replicadas em diferentes cidades do continente.
Hannah Inagaki, assessora de Relações Internacionais de Curitiba, assume agora o papel de ponto focal do município junto ao grupo. Ela será a principal interlocutora da cidade, acompanhando reuniões mensais on-line e articulando a participação de Curitiba nas atividades da rede.
Como funciona a participação
O Hub realiza encontros mensais on-line onde representantes das cidades apresentam projetos e experiências locais. A rede também promove bootcamps, eventos presenciais de imersão que combinam visitas técnicas a equipamentos públicos, troca de conhecimento e desenvolvimento colaborativo de soluções para desafios urbanos.
Curitiba esteve presente nas três edições de bootcamps já realizadas: São Paulo em 2023, Medellín na Colômbia em 2024 e Guadalajara no México em 2025. A cidade participa do Hub desde sua criação, em 2023, e já apresentou soluções que desenvolveu enquanto acompanha iniciativas sendo testadas em outros territórios.
Redes de conhecimento urbano
Os hubs de cidades funcionam como plataformas de colaboração entre administrações municipais para resolver problemas comuns de desenvolvimento urbano. Elas permitem que cidades aprendam umas com as outras, acelerem a implementação de políticas públicas testadas em outros contextos e reduzam riscos ao adotar soluções já validadas. Esse modelo de trabalho em rede é especialmente importante em temas como tecnologia urbana, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas, onde cidades enfrentam desafios similares.
A participação em redes internacionais amplifica o alcance das políticas locais, transformando experiências de uma cidade em referência para outras. Ao mesmo tempo, permite que administrações municipais tragam para seu território as melhores práticas desenvolvidas em contextos diferentes, adaptando-as às realidades locais.
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