Pato Branco vai construir um condomínio exclusivo para pessoas idosas no bairro Sudoeste. O empreendimento, anunciado pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, terá 40 casas térreas e investimento de R$ 7.899.000,00. As obras começam em 21 de setembro, com prazo de 18 meses para conclusão.
O condomínio ocupa uma área de 11.535,95 m² e foi desenvolvido com foco em acessibilidade universal. Cada unidade será térrea, facilitando a locomoção de moradores com dificuldades de mobilidade. O projeto utilizou tecnologia BIM (modelagem de informações de construção) para garantir precisão na execução e cumprimento das normas técnicas de desempenho, salubridade e segurança.
Infraestrutura e serviços
Além das moradias, o condomínio contará com centro de convivência para reuniões, oficinas, atividades culturais e atendimento social. O espaço inclui também quiosque com churrasqueira, praça de convivência, passeios acessíveis e paisagismo. A segurança será garantida por guaritas, videomonitoramento interno e rede de telecomunicações.
A infraestrutura prevê sistema de captação e reuso de águas pluviais, redes de água e esgoto e projeto de prevenção contra incêndio. O município disponibilizará ainda acompanhamento periódico com médico, enfermeiro ou técnico de enfermagem, assistente social e educador físico para os moradores.
Quem pode morar
O condomínio funcionará em parceria com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). As unidades não serão vendidas, mas ocupadas mediante pagamento mensal de 15% do salário mínimo, equivalente a R$ 243,00, repassado à companhia habitacional.
Poderão participar pessoas com 60 anos ou mais, sozinhas ou em casal, com renda entre um e seis salários mínimos e que não possuam imóvel próprio. A seleção considerará critérios de vulnerabilidade social definidos pela Cohapar e pelo Município. Um edital será publicado com as regras completas de inscrição.
Moradia digna para envelhecimento ativo
Habitação adequada é essencial para que idosos envelheçam com dignidade e autonomia. Um condomínio planejado com acessibilidade universal permite que a pessoa idosa continue independente, realizando suas atividades cotidianas sem depender de terceiros. O design sem barreiras arquitetônicas e a proximidade de serviços de saúde dentro do espaço facilitam a vida no dia a dia.
Além da moradia, a convivência comunitária reduz o isolamento, fator que afeta significativamente a saúde mental e física de idosos. Um condomínio com centro de convivência, áreas de lazer e atividades culturais promove relacionamentos, mantém a pessoa ativa e engaged com a comunidade. Esse modelo, conhecido como envelhecimento ativo, reconhece que a idade avançada pode ser uma fase de plenitude, não de abandono.
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