Um trabalho de agricultura virou um ecossistema funcionando há nove anos. Maggie Johnson, hoje com 23 anos, cavou um lago no quintal de casa em 2017 para cumprir uma tarefa escolar e surpreendeu-se com o que aconteceu depois.
O lago, com cerca de 3,5 metros de diâmetro, fica no Vale do Shenandoah, na Virgínia, Estados Unidos. Antes do projeto, o espaço era apenas um gramado irregular. Maggie estudou o formato, profundidade, bordas e revestimento necessários, depois começou a cavar com materiais que tinha em casa. Seus pais ajudaram plantando espécies como botão-de-ouro, eupatória e pontederia ao redor do lago.
Na primavera de 2018, a estrutura estava pronta e cheia de água. Poucas semanas depois, sapos-americanos chegaram sozinhos, sem terem sido introduzidos. Com o tempo, nenúfares-brancos foram adicionados para criar abrigo a anfíbios e outros pequenos animais. A vegetação circundante atraiu mais espécies continuamente.
O investimento inicial foi de US$ 160 em ferramentas, lona impermeabilizante e plantas. Anualmente, a família gasta cerca de US$ 100 com novas mudas. No verão de 2025, investiram aproximadamente US$ 600 em uma cerca para proteger o local de gatos, que podem ameaçar os anfíbios.
Segundo o pai de Maggie, fotógrafo Steven David Johnson, o projeto seguiu evoluindo. A adolescente conta que “desde então, o lago continua a crescer e a evoluir a cada ano”.
Certificação de habitat selvagem
O jardim recebeu certificação de Habitat de Vida Selvagem da Federação Nacional da Vida Selvagem. O certificado atesta que o espaço oferece alimento, água, abrigo e condições para reprodução de animais selvagens, mas não classifica a propriedade como reserva natural.
O que começou como um simples trabalho escolar transformou-se em um projeto contínuo que demonstra como iniciativas pequenas podem criar impactos positivos para a biodiversidade local. O sucesso do “Lago da Maggie”, como os pais batizaram o espaço, permanece ativo nove anos após sua criação.
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