A Anvisa aprovou nesta terça-feira (8 de setembro) a incorporação de dois genéricos de liraglutida no mercado brasileiro. Os medicamentos são fabricados pela farmacêutica EMS e se destinam ao tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
Os genéricos têm como referência o Olire e o Lirux, também da EMS, que começaram a ser comercializados em 2025. Conforme a legislação, medicamentos genéricos precisam custar no mínimo 35% a menos que o remédio de referência, embora os valores de venda ainda não tenham sido divulgados.
Como funcionam os medicamentos de liraglutida
A liraglutida é um fármaco injetável que faz parte da classe dos agonistas de GLP-1, substâncias que atuam no controle do apetite e da glicemia. O medicamento é aplicado por caneta injetora, daí a alcunha popular de “canetas emagrecedoras”. A droga atua estimulando a produção de insulina quando os níveis de glicose estão altos, além de reduzir a fome e desacelerar o esvaziamento do estômago.
Medicamentos dessa classe tornaram-se populares nos últimos anos tanto para controle de diabetes quanto para perda de peso em pessoas com obesidade. A aprovação de genéricos amplia o acesso, já que reduz significativamente o custo para o paciente. Antes de começar o uso, é fundamental consultar um médico para avaliar se o tratamento é adequado e acompanhar os efeitos colaterais potenciais.
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