Pilar Quintana, escritora colombiana, lotou o teatro do Memorial de Curitiba na noite de sexta-feira (7/8) como primeira autora internacional do IV Festival da Palavra. O público foi tão grande que a conversa precisou ser transmitida em telão na área externa para quem não conseguiu cadeira dentro do espaço.
A mesa chamada O Mundo Indomável teve mediação da jornalista e escritora Mariana Sanchez. Pilar falou sobre literatura como forma de autoconhecimento e compreensão do mundo, citando suas obras A Cachorra e Noite Negra. Durante a conversa, ela explicou como a maternidade atravessou sua escrita e como o legado de García Márquez ainda influencia autores colombianos.
Acessibilidade e alcance regional
A mesa contou com interpretação em Libras e tradução simultânea do espanhol para o português via fone de ouvido. O evento marcou o início da programação internacional do festival, que continua neste sábado (8/8) com o português Valter Hugo Mãe e no domingo (9/8) com o angolano Ondjaki.
Um grupo de oito pessoas percorreu cerca de 150 quilômetros saindo de Irati para acompanhar a apresentação. O professor Peterson Nogueira coordena o clube de leitura Book e Coffee, que decidiu ler Noite Negra especialmente para o festival.
O que a autora pensa sobre escrever
Pilar explicou sua visão de literatura durante a conversa. Segundo ela, escrever é explorar quem somos e iluminar lugares que nos desafiam internamente. A autora busca na própria produção temas que inicialmente a assustam ou desagradam, transformando a experiência pessoal em material de reflexão.
A literatura latino-americana ganhou espaço na discussão, com Pilar citando diversos autores e mostrando como sua relação com a literatura vai além de sua própria obra.
Serviço
- Festival da Palavra continua até domingo (9/8)
- Sábado (8/8): apresentação com Valter Hugo Mãe
- Domingo (9/8): participação de Ondjaki
- Local: Memorial de Curitiba
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