O Instituto Água e Terra removeu 350 árvores que não fazem parte do ecossistema natural da Ilha do Mel, em Paranaguá. A ação ocorreu nos dias 29 e 30, envolvendo uma força-tarefa com voluntários da Iniciativa Campos Gerais e atingiu as regiões das Encantadas, Brasília e Ponta Oeste.
Entre as espécies retiradas estão o pínus e a casuarina, classificadas como exóticas invasoras. Quando introduzidas fora do seu habitat original, essas árvores se dispersam nos ambientes naturais e prejudicam a biodiversidade nativa. Elas alteram as propriedades do solo, modificam a paisagem e afetam as condições necessárias à vida selvagem.
Por que o controle é importante em ilhas
Ambientes insulares são particularmente vulneráveis à invasão de espécies exóticas. O vento dispersa as sementes dessas árvores em áreas abertas, como dunas, restingas e manguezais, que são legalmente protegidas. Sem controle, a expansão das espécies invasoras ameaça a vegetação original.
A remoção faz parte do Plano de Manejo da Unidade de Conservação e segue a Portaria IAT nº 59/2015. O Instituto também executa ações similares em outras unidades de conservação estaduais: Parque Vila Velha em Ponta Grossa, Guartelá em Tibagi, Vale do Codó e Cerrado em Jaguariaíva, Pico Paraná em Campina Grande do Sul e Antonina, e Floresta Metropolitana em Piraquara.
Proteção de 94% da ilha
A Ilha do Mel possui uma Estação Ecológica que ocupa cerca de 94% de sua superfície, criada em 1982 para preservar manguezais, restingas, brejos litorâneos e caxetais. Os outros 6% formam um Parque Estadual desde 2002, dedicado aos ambientes naturais das praias e costões rochosos.
A região abriga atrações turísticas como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o Morro do Farol e a Gruta das Encantadas, consolidando a Ilha do Mel como um dos destinos mais procurados do Paraná por turistas brasileiros e estrangeiros.
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