O Instituto Água e Terra removeu 350 árvores de espécies que não pertencem ao bioma local na Ilha do Mel, em Paranaguá, nos dias 29 e 30. A ação integra o plano de manejo da Unidade de Conservação e contou com voluntários da Iniciativa Campos Gerais nas áreas de Encantadas, Brasília e Ponta Oeste.
Entre as espécies retiradas estão pínus e casuarina, consideradas invasoras conforme regulamentação estadual. Quando trazidas para fora de seu habitat natural, essas árvores se dispersam nos ambientes naturais, prejudicando a biodiversidade nativa e impedindo a regeneração da vegetação.
Por que o controle é urgente
Em ambientes insulares como a Ilha do Mel, o controle de espécies invasoras é essencial. As sementes se espalham pelo vento e ocupam dunas, restingas e manguezais, áreas protegidas por lei. Sem o controle, essas plantas alteram o solo e as condições ambientais necessárias à fauna local.
A iniciativa do Instituto Água e Terra também atua em outros parques estaduais do Paraná, como Vila Velha em Ponta Grossa, Guartelá em Tibagi, Vale do Codó e Cerrado em Jaguariaíva, Pico Paraná em Campina Grande do Sul e Antonina, além da Floresta Metropolitana em Piraquara.
Proteção de 94% da ilha
Cerca de 94% da Ilha do Mel é composto por uma Estação Ecológica, criada em 1982 para preservar manguezais, restingas, brejos litorâneos e caxetais. Os outros 6% formam um Parque Estadual estabelecido em 2002, dedicado à recuperação das praias e costões rochosos.
A ilha abriga atrativos turísticos como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o Morro do Farol e a Gruta das Encantadas, consolidando-a como um dos destinos mais visitados no Paraná.
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