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Universidade de Varsóvia busca parcerias em pesquisa no Centro-Sul do Paraná

Três pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia, percorrem o Sudeste e Centro-Sul do Paraná em busca de parcerias em pesquisa, inovação e intercâmbio acadêmico. A missão reúne reuniões institucionais e visitas técnicas para conhecer iniciativas locais e discutir colaborações em ciência, agricultura, bioeconomia e desenvolvimento regional.

A iniciativa acontece sob coordenação da Estação Científica Paraná/Polônia, liderada pelo professor Marcio Fernandes, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O objetivo é aproximar instituições de ensino, pesquisa e setor produtivo, ampliando a circulação de conhecimento entre os dois territórios e criando novas possibilidades de pesquisa tecnológica e intercâmbio.

Foco em fertilizantes biológicos e sustentabilidade

A comitiva é liderada por Konrad Zawadzki, vice-diretor do Centro de Pesquisas Biológicas e Químicas da Universidade de Varsóvia. Ele aponta que a cooperação visa “aproximar a ciência das empresas e promover a internacionalização”, criando um ambiente voltado ao enfrentamento de mudanças climáticas e produção sustentável.

Uma das pesquisadoras é Namrata Joshi, professora assistente da Faculdade de Biologia da Universidade de Varsóvia, que trabalha com microbiologia e biotecnologia aplicada à agricultura. Durante as visitas, ela destacou pesquisas com fertilizantes microbianos e a possibilidade de produzir esses microrganismos no Paraná para distribuir entre agricultores. Segundo Joshi, a meta é “disseminar esse conhecimento globalmente para permitir a adaptação local das cepas”.

Essas pesquisas encontram potencial na região, que produz erva-mate, madeira, tabaco, batata e outros cultivos. Conhecimentos sobre microbiologia, fertilizantes biológicos e aproveitamento de resíduos podem gerar novas aplicações e projetos locais.

Empresas locais recebem pesquisadores poloneses

Em Guarapuava, a comitiva visitou o Grupo Repinho e foi recebida por Marcelo Antonelli Guarani, diretor de operações da empresa. O encontro abriu espaço para discutir possibilidades de pesquisa e inovação em conjunto. Marcelo destacou o crescimento da bioeconomia e afirmou que a empresa tem interesse em “desenvolver coisas novas, pesquisar e inovar”.

A comitiva também passou por Guarapuava, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Rebouças e Irati, além de reuniões com a Amcespar. Os pesquisadores visitaram a Agência de Inovação Tecnológica de Guarapuava (Novatec) e entraram em contato com empresas, cooperativas e projetos locais para entender as demandas específicas do território.

Para Namrata, existe espaço real para colaboração entre cientistas e empresas. Ela avaliou que “este é um mercado no qual tanto os cientistas quanto os parceiros empresariais podem se envolver de maneira igualitária, com interesses em comum”.

Vínculos históricos com a comunidade polonesa

A cooperação científica também reforça vínculos históricos entre Paraná e Polônia em cidades que preservam presença significativa da comunidade polonesa. A expectativa é ampliar contatos já existentes e contribuir para iniciativas relacionadas à educação, cultura, turismo e intercâmbio.

Os contatos realizados durante a missão devem gerar novas pesquisas, intercâmbios acadêmicos, projetos tecnológicos e parcerias entre instituições e empresas. Konrad Zawadzki afirma que a colaboração pode avançar rapidamente, especialmente em áreas nas quais os pesquisadores já possuem trabalhos desenvolvidos.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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