Álvaro da Silva, presidente da Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, morreu no dia 16 de agosto aos 80 anos. Seu Álvaro, como era conhecido entre amigos e admiradores, comandou a instituição por 50 anos, mantendo vivo um espaço essencial para a valorização da cultura negra em Curitiba e no Brasil.
O clube, fundado por ex-escravizados, tornou-se um dos principais pontos de resistência e memória da história negra no Paraná. Durante meio século à frente da organização, Álvaro trabalhou para preservar essa herança e oferecer à cidade um espaço de encontro e celebração cultural.
Uma vida dedicada ao clube
Nascido em Santa Catarina, Álvaro começou a frequentar a Sociedade Operária aos 9 anos de idade, acompanhado pela família. Seu pai, Euclides da Silva, havia presidido a instituição por mais de 20 anos. A relação de Álvaro com o clube atravessou décadas e se transformou em laços profundos com quem conviveu com ele diariamente.
Renato Rocha, vice-presidente do clube, trabalhou ao lado de Álvaro por quase 20 anos na organização de eventos. “Desde fevereiro de 2008 participávamos juntos do tradicional Forró de Domingo, realizado semanalmente na Sociedade 13 de Maio. Álvaro praticamente nasceu dentro da instituição. Uma vida inteira dedicada ao espaço, marcada pelo cuidado, pelo compromisso e por preservar a história de um dos clubes mais importantes da cultura negra do Paraná”, afirmou Renato.
Legado de resistência e cultura
Ao longo de décadas de eventos, encontros e trabalho dedicado, Álvaro ajudou a manter vivo um espaço que representa resistência e memória para a população curitibana. Deixa para a instituição não apenas o trabalho de uma vida inteira, mas também as lembranças de quem compartilhou essa trajetória ao seu lado.
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