As noites de domingo no Parque Alvorada deixaram marcas profundas na memória de quem cresceu em Curitiba. A roda gigante, o chapéu mexicano, o carrossel e o trem fantasma acesos formavam um cenário que alimentava a imaginação infantil e transformava o trajeto de volta para casa em uma jornada mágica.
Mas não eram só os brinquedos que brilhavam nas lembranças. Na rua Comendador Fontana funcionava uma loja sofisticada de lustres que se destacava no comércio local. O showroom permanecia aceso até tarde, e seus cristais pendurados no teto e nas paredes criavam um espetáculo de luz que parecia chover prata. Aquelas vitrines cintilantes marcaram tanto que, anos depois, influenciaram escolhas pessoais, como o vestido de noiva bordado com pedras transparentes e cristais.
O sonho realizado na noite de Natal
Um dos sonhos de menina finalmente se tornou realidade quando a empresa em que o pai trabalhava reservou o parque inteiro para a festa de Natal. Pela noite, aquele lugar com suas milhares de lâmpadas pertencia à família. Todos os brinquedos foram desfrutados, sorvete e refrigerante à vontade, e ainda havia presentes do Papai Noel. O que começou como fantasia infantil se concretizou, embora de forma diferente do imaginado.
O brilho das memórias e seu significado
Com o tempo, a vida ensinou que nem todo resplendor leva à felicidade. As lembranças funcionam como lampejos do passado, aqueles momentos que iluminam o caminho de volta para casa. O que realmente importa é menos o brilho das coisas e mais o olhar com que as vemos e como usamos nossas experiências para ser um raio de esperança na vida de outras pessoas.
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